Vidas certinha |
Um dia, não me lembro bem quando, Resolvi que iria levar uma vida certinha, Para que a felicidade, por fim, Viesse ter na minha casa. Resolvi que não iria mais contar meias verdades, Nem aceitar meias mentiras, e falar a verdade, Doesse a quem doesse, assim, Lavaria minha vida livre de qualquer engano, Estaria livre das maldades das pessoas. Mas, descobri no dia a dia, Que quanto mais objectivo eu tentava ser, Mais distante ficava das pessoas, Magoei muita gente, perdi amigos. Descobri que a verdade pura e simples, Pode ferir mais que uma faca afiada, Pode doer mais que uma bofetada. Descobri que o ser humano precisa de um pouco de ilusões, Encobrir certas verdades com uma camada de sonho, Acreditar no que acredita para seguir adiante, E, principalmente, aprendi que, Não existem regras para todas as questões Mas questões e duvidas para todas as regras. Ser sincero, não significa ferir, E omitir, nem sempre significa mentir. Paulo Roberto Gaefke 25/04/2006 |
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E por isso o trocam por uma lágrima. Não sabem o que é um canto. E o trocam por um grito de agonia. Não sabem o que é uma amizade. E a trocam pela antipatia. Não sabem o que é o amor. E o trocam por um grande ódio. Não sabem o que é a paz. E a trocam pela intriga. Não sabem o que é a verdade. E a trocam por um mundo corrido de mentiras. Não sabem o que é uma flor, uma árvore, uma paisagem. E trocam-nas por uma poluição desenfreada (Sem Autoria conhecida) |
| 30/11/2005 |
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